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Dentist Chair Talks

" Doutora, tenho medo de colocar um implante :( "

31 de ago.
2 min de leitura


“Doutora, eu sei que preciso… mas tenho mesmo medo de colocar um implante.”

Esta é uma frase que ouço muitas vezes. E normalmente vem acompanhada de uma lista: medo da dor, da cirurgia, da anestesia, de não correr bem ou simplesmente daquele clássico “não quero saber o que me vai fazer!”. E sabem que mais? Ter medo é perfeitamente compreensível.


Por isso, antes de falar de implantes, gosto de explicar o que realmente vai acontecer.

Um implante dentário é uma pequena estrutura, geralmente de titânio, colocada no osso para substituir a raiz de um dente perdido. Depois de integrado no osso do maxilar (um processo que demora 2 a 6 meses), permite suportar um novo dente ou, em casos de perdas dentárias maiores, ajudar a devolver uma dentição fixa. Parece muito mais assustador quando dizemos “uma espécie de parafuso no osso”, eu sei. Mas, na realidade, é um procedimento realizado há décadas, amplamente estudado e com elevadas taxas de sobrevivência a longo prazo quando existe uma boa indicação, planeamento e manutenção. Na realidade o que as pessoas (quase todas) relatam quando chega ao fim da cirurgia é "Dra se eu soubesse que era tão fácil e tão rápido... já tinha feito há mais tempo!"


E a pergunta seguinte é quase sempre: “Mas vai doer?”

Durante a cirurgia utilizamos anestesia local, por isso o objetivo é que não sinta dor. Pode sentir pressão, movimento ou perceber que estamos a trabalhar — mas isso é diferente de sentir dor. Depois da intervenção, é normal existir algum desconforto, inchaço ou sensibilidade durante alguns dias. A intensidade varia de pessoa para pessoa e depende também da complexidade da cirurgia, mas existem formas de controlar estes sintomas e damos sempre indicações específicas para o período pós-operatório.

Antes de chegarmos à cirurgia há, aliás, uma parte fundamental que o paciente muitas vezes não vê: o planeamento. Avaliamos a boca, a quantidade e qualidade do osso, a posição dos dentes e estruturas anatómicas através dos exames necessários e planeamos onde e como o implante deverá ser colocado. Não existem duas bocas iguais e, por isso, também não deveria existir uma cirurgia igual para toda a gente.

E talvez seja esta a parte que mais gosto de explicar: colocar um implante não é o verdadeiro objetivo. O objetivo é voltar a mastigar daquele lado. É conseguir comer sem pensar onde está o espaço do dente que falta. É sorrir numa fotografia sem tentar esconder a boca. É, em muitos casos, devolver uma função que se foi perdendo tão devagar que o paciente já nem se lembrava de como era antes.

Por isso, quando alguém se senta à minha frente e me diz que tem medo, eu não quero simplesmente responder “não tenha”. Quero perceber do que tem medo, explicar o processo e dar-lhe informação suficiente para que tome uma decisão tranquila e consciente.


Porque um tratamento com implantes começa muito antes da cirurgia. Começa quando o paciente percebe o que vamos fazer e sente que pode confiar em quem está do outro lado da cadeira.


Na Dentalcare Lisboa acreditamos numa Medicina Dentária tecnicamente exigente, mas profundamente humana. Porque tudo é melhor com um sorriso — até uma conversa sobre implantes.


 
 
 

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