Qual a diferença entre ácido hialurónico e toxina botulínica (botox)?
- Dra Margarida Brandão

- 6 de mai.
- 2 min de leitura
Por Dra Margarida Brandão, Médica Dentista com prática em Harmonização Oro-Facial

Cada vez mais ouvimos falar de tratamentos como o ácido hialurónico e a toxina botulínica (botox), muitas vezes associados à estética facial. No entanto, é muito comum existir alguma confusão entre os dois. Embora ambos sejam utilizados para melhorar a aparência e o equilíbrio do rosto, a verdade é que funcionam de formas completamente diferentes.
Com o passar do tempo, o rosto vai sofrendo alterações naturais. A pele perde elasticidade, o volume diminui e começam a surgir rugas. Algumas dessas rugas aparecem mesmo quando o rosto está em repouso, enquanto outras surgem apenas com a expressão, quando sorrimos, franzimos a testa ou semicerramos os olhos.
É precisamente aqui que começa a diferença entre estes dois tratamentos.
A toxina botulínica atua ao nível do músculo. A sua função é reduzir temporariamente a contração muscular responsável pelas chamadas “rugas de expressão”. Ao relaxar esses músculos, a pele fica mais lisa e as rugas tornam-se menos visíveis. É por isso que é frequentemente utilizada na testa, entre as sobrancelhas ou na zona dos “pés de galinha”. Para além da componente estética, também pode ter indicações funcionais, como no bruxismo ou em casos de tensão muscular.
Já o ácido hialurónico tem uma função completamente diferente. Trata-se de uma substância naturalmente presente no nosso organismo, com grande capacidade de reter água. Quando aplicado, atua ao nível do volume e da estrutura, permitindo preencher sulcos, devolver suporte aos tecidos e melhorar o contorno facial. É frequentemente utilizado nos lábios, maçãs do rosto ou sulcos nasogenianos, contribuindo para um aspeto mais equilibrado e rejuvenescido.
De forma simples, enquanto a toxina botulínica atua no movimento, o ácido hialurónico atua no volume. Um relaxa, o outro preenche.
Em muitos casos, os dois tratamentos podem ser complementares. O objetivo não é alterar a identidade da pessoa, mas sim realçar a sua expressão de forma natural, respeitando as características individuais de cada rosto. A chave está num diagnóstico cuidado e num planeamento personalizado.
Na prática clínica, cada decisão deve ser tomada com base no conhecimento da anatomia facial, na avaliação das necessidades do paciente e na procura de resultados equilibrados e duradouros. A estética, quando bem feita, não se destaca — integra-se.
Na Dentalcare Lisboa acreditamos que cuidar da estética facial é também cuidar do bem-estar e da confiança de cada pessoa. Porque, no final, tudo é melhor com um sorriso.
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